Janeiro 2026

BOAS FESTAS A TODOS...COM UMA CERVEJA NA MÃO!

À medida que 2025 se aproxima do fim, os Cervejeiros de Portugal desejam a todos Boas Festas. Para o setor cervejeiro e toda a sua cadeia de valor, 2025 demonstrou, uma vez mais, que a cerveja se mantém como a bebida preferida dos portugueses. Para um consumo moderado e responsável, o setor continua a apostar cada vez mais na oferta de tipos de cervejas de menor teor alcoólico, incluindo as 0,0%. Portugal destacou-se no panorama europeu pós-pandemia como o único país da União Europeia a recuperar e superar os níveis de vendas de 2019, com o consumo fora de casa (canal HORECA) e o boom do turismo a impulsionar este resultado.

Apesar dos desafios para projetos de cerveja artesanal, o setor partilha uma ambição comum: reforçar a visibilidade da cerveja para todas as ocasiões de consumo, valorizar a categoria e contribuir para uma cultura de consumo responsável. A Associação Cervejeiros de Portugal é a casa comum para todas as empresas cervejeiras.Ver mais

CERVEJA E ECONOMIA

A cerveja e a sua fileira afirmam-se como um motor da economia portuguesa, pois geram riqueza, emprego e contribuem com a maior receita fiscal, direta e indireta, para o Estado. Contudo, a sua relevância estratégica nem sempre é reconhecida pelos decisores. O setor cervejeiro nacional considera fundamental um quadro de estabilidade fiscal plurianual para o IABA (Imposto Especial sobre o Álcool e as Bebidas Alcoólicas), à semelhança de Espanha. No final de 2025, a Assembleia da República aprovou o congelamento do IABA da cerveja para 2026.

O impacto económico do setor estende-se à agricultura com a aquisição de cevada. Em 2024, as cervejeiras nacionais consumiram 114 mil toneladas, das quais apenas 14% tiveram produção em Portugal, uma redução preocupante face a 2008. É imperativo que o país invista no aprovisionamento de cereais, com medidas como o aumento das áreas de regadio e o subsídio da água agrícola. Em 2025, a APCV-Cervejeiros de Portugal coassinou o programa +CEREAIS para reforçar a fileira de produção de cevada, através de políticas públicas que incluam subvenções, apoio a jovens agricultores e contratos produtivos de longo prazo, que oferecem previsibilidade e segurança. Ver mais

CERVEJA E SAÚDE

O consumo de cerveja pelos portugueses ocorre maioritariamente em momentos de convívio ou às refeições, um hábito culturalmente enraizado. Um estudo da Brewers of Europe indica moderação no consumo, com 59 litros anuais per capita, valor inferior à maioria dos outros países europeus. O consumo ocorre preferencialmente fora de casa (68%), realçando a ligação a ocasiões sociais. Há um aumento nas opções de cervejas sem álcool (ou 0,0%) e de baixo teor alcoólico. A cerveja é uma bebida milenar, com menor teor alcoólico que outras bebidas alcoólicas, e oferece nutrientes na sua composição.

Apesar das vozes que, em 2025, associaram o consumo de álcool a riscos como o cancro, a Associação Cervejeiros de Portugal defende que não existe consenso científico para tais afirmações. O cancro é uma doença multifatorial, e o álcool é apenas um dos seus mais de trinta fatores. A cerveja, quando consumida moderadamente por indivíduos saudáveis e maiores de idade, é compatível com uma dieta equilibrada. Ver mais

CERVEJA E SUSTENTABILIDADE

As alterações climáticas, com secas e escassez hídrica, ameaçam a produção de cevada e lúpulo, ingredientes cruciais para a cerveja. Projeções indicam uma potencial queda na produção global de cevada e o lúpulo já regista menor produção. A cerveja, composta por 90% de água, é diretamente afetada pela escassez. Felizmente, a indústria cervejeira nacional adota práticas eficientes para reduzir o consumo de água e energia, transita para fontes renováveis e fomenta a economia circular, reaproveitando resíduos. A cerveja e o desenvolvimento humano coexistem há mais de 8.000 anos, com registos que remontam a 6.000 a.C. na Mesopotâmia. Os primeiros escritos revelam receitas e hinos à deusa Ninkasi, que mostra o papel religioso e social da bebida. No Antigo Egito, a cerveja servia como moeda de troca. Durante a Idade Média, mosteiros aperfeiçoaram técnicas de fermentação e a cerveja foi apelidada de “pão líquido”, vista como alimento e energia. Mais recentemente, a cerveja tornou-se símbolo de identidade nacional e regional, como na Alemanha e Irlanda, com festas como a Oktoberfest e o St. Patrick’s Day.

Em Portugal, o setor utiliza ingredientes locais e desperdício alimentar. Em 2025, os Cervejeiros de Portugal aprovaram um código de autorregulação para embalagens retornáveis, uma iniciativa pioneira que poupa matérias-primas e reduz emissões. A tendência futura aponta para "cervejas sustentáveis", que visam conquistar consumidores conscientes. O futuro da cerveja exige unir tradição e inovação, para que o brinde seja saboroso e responsável. Ver mais

CERVEJA E CULTURA

A cerveja e o desenvolvimento humano coexistem há mais de 8.000 anos, com registos que remontam a 6.000 a.C. na Mesopotâmia. Os primeiros escritos revelam receitas e hinos à deusa Ninkasi, que mostra o papel religioso e social da bebida. No Antigo Egito, a cerveja servia como moeda de troca. Durante a Idade Média, mosteiros aperfeiçoaram técnicas de fermentação e a cerveja foi apelidada de “pão líquido”, vista como alimento e energia.

Mais recentemente, a cerveja tornou-se símbolo de identidade nacional e regional, como na Alemanha e Irlanda, com festas como a Oktoberfest e o St. Patrick’s Day. Em Portugal, o setor utiliza ingredientes locais e desperdício alimentar. Em 2025, os Cervejeiros de Portugal aprovaram um código de autorregulação para embalagens retornáveis, uma iniciativa pioneira que poupa matérias-primas e reduz emissões. A tendência futura aponta para "cervejas sustentáveis", que visam conquistar consumidores conscientes. O futuro da cerveja exige unir tradição e inovação, para que o brinde seja saboroso e responsável. Brindar é um gesto de união, e a cerveja associa-se ao turismo, com museus e festivais, e transforma-se numa atração, como o Museu da Cerveja em Lisboa. Na literatura, ela figura em obras de Carlos Drummond de Andrade, entre outras. Desde tabernas medievais até pubs contemporâneos, a cerveja é palco de encontros. As microcervejeiras artesanais trouxeram nova dimensão cultural, resgatam métodos tradicionais e promovem criatividade. Em Portugal, a indústria cervejeira patrocina eventos e aposta na cultura da cerveja, considera-a um património cultural vivo. Ver mais